A Influência dos Raios Ultravioletas na pele
A Influência dos Raios Ultravioletas na pele

A Influência dos Raios Ultravioletas na pele

A radiação Ultravioleta (UV) faz parte da luz solar que atinge a Terra. Ao atingir nossa pele, os raios UV penetram e desencadeiam reações imediatas como as queimaduras solares, as fotoalergias (alergias desencadeadas pela luz solar) e o bronzeamento.

Provocam reações tardias, devido ao efeito acumulativo da radiação durante a vida, causando o envelhecimento cutâneo e as alterações celulares que, através de mutações genéticas, predispõem ao câncer da pele.

A radiação solar é também responsável por conseqüências benéficas e essenciais à sobrevivência, como a síntese da vitamina D e o ajuste do relógio biológico.

A radiação UV se divide em UVA, UVB e UVC, sendo que os raios UVC não atingem a Terra.

A proporção de UVA que alcança a superfície terrestre é cerca de 20 vezes superior a de UVB e, no entanto, ambas, mas especialmente UVB, podem variar significativamente dependendo da altitude, latitude, estação do ano e das condições climáticas e ambientais.

 

Radiação UVA

Radiação UVB

Maior parte do espectro ultravioleta, a radiação UVA possui intensidade constante durante todo o ano, atingindo a pele praticamente da mesma forma durante o inverno ou o verão. É a principal responsável pelo fotoenvelhecimento, alterando as fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda da elasticidade e manchas na pele. Tem importante participação nas fotoalergias e no câncer de pele. A radiação UVA também está presente nas câmaras de bronzeamento artificial.

 

Radiação UVB

Radiação UVA

Sua incidência aumenta especialmente nos horários entre 10 e 16 horas quando a intensidade dos raios atinge seu máximo. As queimaduras solares são causadas principalmente pela radiação ultravioleta B. É a principal responsável pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele.

 

A questão ecológica

A camada de ozônio que protege a terra dos raios ultravioletas, vem sendo paulatinamente destruída pela nossa civilização.  Entre o buraco na camada de ozônio e os danos que podem ocorrer na pele humana há essa força em comum, que pode destruir. Por essa passagem começam a penetrar os raios ultravioletas, que são altamente prejudiciais ao homem.

 

Câncer de Pele

No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de um milhão de novos casos por ano, sendo que inúmeros são subnotificados.

O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição à luz solar em horários inadequados, entretanto outros fatores de risco incluem a radiação ionizante, úlceras crônicas de pele e alguns agentes carcinógenos químicos como o arsênio utilizado na agricultura e na indústria. Isso mostra a influência do ambiente, principalmente o climático para o aparecimento do câncer de pele.

Dentre os vários tipos de câncer de pele existentes, três merece destaque: o Carcinoma Basocelular, o Carcinoma Espinocelular e o Melanoma maligno.

 

Carcinoma Basocelular:

Carcinoma Basocelular

 

É o tumor de pele mais freqüente e com menor potencial de malignidade. Seu crescimento é lento e muito raramente se dissemina à distância. Feridas que não cicatrizam ou lesões que sangram com facilidade devido a pequenos traumatismos, pode ser um carcinoma basocelular.

 

Carcinoma Espinocelular:

Carcinoma Espinocelular

Tem crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular e podem enviar metástases à distância. Também conhecido como carcinoma epidermóide. Acomete áreas de mucosa, como a boca ou lábio,

cicatrizes de queimaduras antigas ou áreas que sofreram irradiação (raios X). Pode ocorrer também a partir de lesões pré-cancerosas decorrentes da exposição prolongada ao sol.

 

Melanoma Maligno:

Melanoma Maligno

Tumor maligno com alta morbidade e mortalidade, originam-se dos melanócitos, que são as células que produzem o pigmento da pele. Freqüentemente envia metástases para outros órgãos, sendo de extrema importância o diagnóstico precoce. Podem surgir a partir da pele sã ou a partir de “sinais” escuros (os nevos melanocíticos).

 

 

Considerações importantes

A fotoproteção tem sido a mais eficaz arma na prevenção dos efeitos danosos da radiação solar e deve ser realizada com a combinação de diferentes ações, com a proteção mecânica (roupas e acessórios), utilização de sombras, fotoeducação e, de forma mais importante, o uso adequado de protetores solares.

 

 

Dra Karine Sperafico Pisoni Kram

Especialista em Dermatologia – CRM 25107

Ele atende pelo Sempre Vida na MedClin

Fone: (45) 3284-3030

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