Dor de Cabeça, quando procurar o pronto socorro
Dor de Cabeça, quando procurar o pronto socorro

Dor de Cabeça, quando procurar o pronto socorro

* Por: Bruno Rigon

 

Ao longo da historia diversas vezes podemos identificar o impacto que as dores de cabeça podem causar, existem livros, pinturas e músicas que fazem referência, mas ainda hoje esse mal agride homens e mulheres ao longo do mundo, sem distinção de raça, sexo ou posição social.

Nos Estados Unidos as dores de cabeça são a principal causa de falta ao trabalho, e gera grandes custos em atendimento médico. No Brasil, não temos informações atuais sobre o tamanho desse problema, mas basta passar no pronto socorro, a qualquer hora do dia ou da noite, que para encontrar alguém com queixa de dor.

Diante dessa problemática surge uma questão: devo ir ao pronto socorro por qualquer “dor de cabeça”? Se existisse uma resposta curta para essa pergunta seria: Não, procure seu neurologista. Mas não é tão simples assim, alguns sintomas que podem aparecer junto com a dores de cabeça devem fazer o individuo ligar o sinal de alerta, e sim procurar o pronto socorro mais próximo rapidamente.

O primeiro é quando trata-se de uma pessoa de meia idade. Em geral, maiores de 50 anos, que apresentam a sua primeira dor de cabeça da vida, e esta dor não alivia com os analgésicos de uso habitual.

Outra situação muito importante é quando essas dores de cabeça podem ser entendidas como o sintoma de outra doença, como hemorragias cerebrais, tumores cerebrais, meningite, glaucoma ou doenças reumatológicas. O comum nesses casos é tratar se de uma dor de cabeça muito forte em intensidade, que não alivia com analgésicos, podendo vir junto com outros sintomas, como por exemplo desmaios, olhos vermelhos, dificuldade de fala, fraqueza em um dos lados do corpo, convulsão ou alteração na sensibilidade.

Não devemos nos esquecer daquelas pessoas que já são sabidamente portadores de enxaqueca, mas neste momento, apesar do tratamento que habitualmente traz alívio, está com uma dor forte ou moderada que não responde às medicações. A esse quadro damos o nome de Crise de Enxaqueca, que poder prolongar-se por dias ou semanas e, por vezes, com necessidade de internação para controle das dores.

Em se excluindo essas situações descritas acima, em geral a orientação é para que procure seu neurologista no consultório, com consulta agendada, normalmente é a melhor escolha, pois trata se um local e ambiente mais calmo onde a relação médico-paciente tende a ser melhor e consequentemente com melhores resultados no tratamento.

 

* Dr. Bruno Rigon é Médico Neurologista – CRM-Pr: 29596

Atende no consultório Sempre Vida:

Rua 12 de Outubro, 866 – Fone: 2031-0074

E-mail: neurorigon@gmail.com

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