Enxaqueca na Criança
Enxaqueca na Criança

Enxaqueca na Criança

Enxaqueca é uma dor de um lado da cabeça, que lateja, pode ter duração de várias horas e agrava com a atividade física. À medida que a dor aumenta, podem surgir náuseas e vômitos, aversão ao barulho, à luz (fotofobia) e, por vezes, a certos cheiros.
A enxaqueca pode ser precedida por sintomas ou sinais neurológicos, distúrbios da visão (flashes luminosos e pontos negros), anomalias da percepção das sensações, e mais raramente paralisia ou fraqueza de um dos lados do corpo.

Na criança, a enxaqueca costuma ser mais curta, podendo ter duração de apenas meia-hora. A dor se localiza mais na parte frontal da cabeça. As crianças podem ser sensíveis à luz ou ao som, e os seus problemas de estômago (náuseas e vômitos) são mais acentuados. Algumas crianças apresentam apenas sintomas abdominais, com cefaléia quase despercebida. Com o passar dos anos, esses sintomas se tornam mais fracos, aumentando gradativamente a intensidade das dores de cabeça.

Estima-se que entre 4% a 8% das crianças apresentam enxaqueca. As causas desse quadro ainda são pouco esclarecidas, porém há uma predisposição genética do sistema neurovascular ser mais sensível a determinadas estimulações. Uma perturbação cerebral seria responsável pelo desencadeamento de reações em cadeia a nível dos vasos (que se contraem e se dilatam) e dos nervos.

Em cerca de 80 % das vezes um dos pais também tem ou teve enxaqueca. A incidência é igual em meninos e meninas até os 13 anos, quando começa um predomínio do sexo feminino.

Para que a crise de enxaqueca ocorra, verifica-se a atuação de fatores externos e internos. Como fatores externos podemos citar: mudanças de temperatura, bebidas geladas, ruídos intensos, luz piscando, cheiros fortes, dores dentárias, oculares, esforços físicos, jejum prolongado, ingesta de gorduras, chocolate, leite de vaca, café, refrigerantes, álcool e outros. Como fatores internos podemos citar: alterações hormonais (início do período menstrual, ovulação), alterações do sono, hipoglicemia, cansaço intenso e stress.

Muitas crises são banais e de curta duração, apenas necessitando de analgésicos comuns durante as crises. Quando os episódios são frequentes (pelo menos 4 vezes por mês) será feito um tratamento preventivo. Descobrir os fatores desencadeantes e evitá-los é muito importante para evitar as crises e seu agravamento. Tomar analgésico o mais cedo possível também é importante, pois a sua eficácia é maior quando tomado no início da crise. A psicoterapia, o relaxamento e a mudança de hábitos contribuem positivamente para a qualidade de vida das pessoas com enxaqueca.


Dr. José Lademir Friedrich
 – CRM 14932
É médico pediatra da Operadora de Planos de Saúde Sempre Vida

Atende na Clínica Pediá
Rua Cabral, 920 – Sala 05 – na Uniclínicas
Fone: (45) 3254-1242
Marechal Cândido Rondon-PR

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