Quando menos é MAIS
Quando menos é MAIS

Quando menos é MAIS

Por Keli Lang Schäfer*

O açúcar não deve ocupar mais que 10% da alimentação diária, sendo que preferencialmente não deve-se passar dos 5%, mas não é bem isso que acontece atualmente na rotina dos brasileiros.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estamos consumindo 50% a mais do açúcar que deveríamos. Esta ingestão representa 50g de açúcar por dia (em uma dieta de 2000 Kcal/dia).
Segundo o Ministério da Saúde, um em cada cinco brasileiros, consome doces cinco vezes ou mais na semana. “Temos que estar atentos aos produtos que consumimos, pois, o problema está no açúcar que não se vê, aquele que está ‘escondido’ na maioria dos alimentos industrializados”. É difícil ficar no limite diário, quando se consome industrializados, então a regra é: reduza ao máximo seu consumo!
Fique atento porque, a indústria coloca outros componentes que funcionam como açúcar, mas que não são chamados de açúcar. Por exemplo: Frutose, sacarose, açúcar invertido, xarope de glicose, maltodextrina, extrato de malte, dextrose, amido, sorbitol, mel, xylitol, galactose e manitol. ‘’Comer comida de verdade, dentro ou fora de casa é o ideal: arroz, feijão, legumes, folhosos, frutas e raízes. Essa alimentação nos nutre e limita o espaço para guloseimas no dia a dia’’.

Doenças nada doces
O açúcar pode ser tão prejudicial à saúde que a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, declarou que seu consumo deve ser controlado assim como o álcool e o tabaco. Além disso, doenças açucaradas acabam sendo muito amargas no fim das contas, ainda mais para pessoas com predisposição à diabetes.
Diabetes é a doença mais citada como diretamente ligada ao consumo do açúcar, mas na verdade, este está por trás dos processos degenerativos e inflamatórios que determinam cânceres, envelhecimento precoce, morte prematura e até os transtornos do comportamento. Depressão, obesidade, cárie, mudanças de taxas de gordura, aumento dos triglicérides, são outros exemplos.

No cérebro
O efeito do açúcar no cérebro é comparado ao de drogas como heroína e cocaína.
Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Queensland, na Austrália, pessoas viciadas em açúcar deveriam ser tratadas como dependentes químicos.
Assim como a cocaína, o consumo excessivo de açúcar eleva os níveis de dopamina no cérebro (substância que proporciona a sensação de prazer). Portanto quanto maior for a quantidade de açúcar no sangue, mais o corpo pedirá açúcar.

Mudança no estilo de vida
O segredo da readaptação do estilo de vida é priorizar as gorduras boas e as proteínas. Ambas são responsáveis pela saciedade e necessidade nutricional do corpo. Consuma frutas, saladas, oleaginosas, azeite de oliva, abacate e quinoa.
As pessoas devem entender que comer bem é bom para todo mundo, para o planeta, para terra, para outras pessoas, para economia sustentável e para a própria saúde. Temos que pensar em comer bem, para viver bem.

Fique atento!
A vontade excessiva de comer doces pode estar ligada à falta de nutrientes no organismo como aminoácido triptofano, vitaminas do complexo B e magnésio, importantes para fabricação e serotonina. Quando estamos com níveis baixos de serotonina, procuramos prazer imediato e sensação de relaxamento no açúcar e no álcool.

Dos processados, os sucos de caixinhas e refrigerantes, são os grandes vilões!

 

* Keli Lang Schäfer é nutricionista e pós-graduada em Nutrição Humana com área de concentração em nutrição clínica – CRN 8 3198

Ela atende no Sempre Vida Consultórios
Rua Mato Grosso, 640 – centro, ao Antigo Filadélfia
Marechal Cândido Rondon-PR
Fone: 45 2031-0074

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