Compulsão Alimentar

A compulsão alimentar é um distúrbio caracterizado pela falta de controle. Normalmente começa por uma vontade incontrolável de ingerir alimentos, mesmo sem sentir fome. E mesmo a pessoa estando satisfeita, não para de comer, o que leva a consumir enormes quantidades de alimentos em muito pouco tempo.
Logo após a crise, aparecem as decorrências do ato impulsivo, pois a falta de controle súbito leva ao arrependimento, à culpa, ao sentimento de fraqueza e à frustração em relação aos próprios hábitos alimentares.
Portanto, vou citar alguns hábitos que são considerados sintomas de compulsão alimentar, fique atento:
•    Comer escondido;
•    Comer sem fome;
•    Comer muito rápido;
•    Comer até sentir-se mal;
•    Comer durante o dia todo;
•    Comer para “aliviar o stress”;
•    Comer e sentir-se culpado;
•    Comer e sentir-se e impotente frente à comida.
A propósito do que leva as pessoas a este tipo de comportamento, observo que a compulsão alimentar pode ser causada por vários fatores e muitas vezes os encontramos ajustados, a mesma pessoa sofre de mais de um dos fatores que levam à compulsão.
O que acontece muito é que as pessoas acabam usando do alimento como um momento de fuga, por exemplo, como um troféu em dias de muito trabalho, como uma forma de conforto, prazer, do tipo eu mereço isso hoje, pois estou cansada! Isso geralmente vem devido a uma baixa da autoestima, não  gostar de como esta, do peso etc. As pessoas que apresentam esse tipo de comportamento em relação à comida são sérios candidatos a acabar desenvolvendo a compulsão alimentar.
Muito se sabe que os sistemas hormonais ficam alterados justamente por esses hábitos alimentares errados cronicamente, resultando em mau funcionamento metabólico, compulsões e vícios compensatórios como fonte de prazer e vigor.
O estresse é também um fator importante, este pode ser a causa como pode também ter origem na compulsão alimentar. A pessoa come para ficar menos estressada, acaba ficando mais estressada por ter comido demais e volta a comer para diminuir o estresse e isso acaba virando um ciclo sem fim.
A compulsão alimentar pode estar relacionada com muitos outros hábitos alimentares, como transtornos de imagem corporal e até disfunções hormonais. Se a taxa hormonal está transformada, pode estar impedindo que os neurotransmissores recebam os sinais de fome e saciedade.
Agora gostaria de lembrar você caro leitor de uma famosa frase: “Comemos para viver, não vivemos para comer”.
Precisamos mudar essa ideia que comida deve proporcionar prazer, isso é tudo mais uma invenção da mídia para nos amarrar. E também tudo depende muito da sua consciência e do que decidiu que lhe dá prazer. Então vamos lembrar que a função dos alimentos é alimentar e nutrir, nos dar energia para viver e desempenhar nossas atividades diárias e não dar prazer.
É simples, se pensarmos nas consequências, é hora de aceitar que existe mais “prazer“ em comer uma maçã do que comer um chocolate. O prazer de saber que está caminhando pra frente na sua saúde, o prazer de saber que está fazendo o que deve ser feito para o seu bem estar, a sua longevidade e a sua qualidade de vida. A escolha é sua!

Mônica R. Pohlenz Stolarski é nutricionista e pós-graduada em Nutrição Clinica com área de concentração em Alimentação Institucional – CRN 8 6467
Atende no antigo Filadélfia
Rua Mato Grosso, 640 – Centro
Marechal Cândido Rondon-PR
Fone: (45) 3284-7100.

Comer consciente

Você já sentiu culpa poucos minutos depois de ter comido algo que você gosta, mas que dizem que engorda?
Quantas vezes você já fez despedidas de certos alimentos, exagerando na quantidade porque na segunda-feira ia começar mais uma dieta famosa, daquelas que prometem derreter gordura em poucos dias?
Quantas dietas você conhece? Quantas você já começou … e desistiu? Alias, desistir de uma dieta restritiva é muito mais comum do que você imagina. Mas esse é assunto para outro momento.
Se você respondeu sim para algumas (ou todas as perguntas acima), você pode estar sofrendo de compulsão alimentar.
O risco de desenvolver compulsão alimentar (comer além do necessário, como se não houvesse amanhã para se alimentar novamente) é 18 vezes maior depois de uma dieta restritiva.
Bem, e ai? Se fazer dieta não resolve e ainda pode me levar a desenvolver compulsão alimentar e o temido efeito sanfona, o que eu faço?!
A resposta é simples (simples, não fácil, certo?): aprender a “comer consciente”, uma forma libertadora de lidar com a comida, ter saúde e peso estável.

“Leve uma vida com leveza”.
Fatima Tonezer, é psicóloga – CRP 08/3.097
Especialista em emagrecimento.

Clínica Pediá – Sala 05 – na Uniclínicas
Rua Cabral, 920 – Centro
Marechal Cândido Rondon-PR
Fone: (45) 3254-1242