Cuidando das nossas crianças

Até os 6 meses de idade a criança é totalmente dependente de um adulto. Quando ela adquire habilidades de rolar, pegar objetos, engatinhar, caminhar, os cuidados de proteção deverão ser redobrados.

Segundo a pedagoga Silvana Bianchi: até os 2 anos a criança não reconhece o perigo; por volta dos 7 anos passa a compreender melhor o mundo e identificar os fatores de risco; mas só por volta dos 12 anos consegue elaborar pensamentos próximos aos do adulto (defesa e prevenção).

Os acidentes (lesões não intencionais) são causa importante de mortalidade e invalidez, sendo a principal causa de morte em crianças de 1 à 14 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil 6 mil crianças morrem e 140 mil são hospitalizadas por ano, elas são vítimas de acidentes decorrentes de falta de informações e orientações para o trânsito, pela ausência de ambientes adequados e pela falta de Leis específicas.

Qualquer criança, independente do nível socioeconômico, está predisposta à ocorrência de acidentes. No Brasil prevalecem os acidentes domésticos, nem sempre notificados: em geral são quedas, intoxicações e queimaduras. Para cada criança que morre, vítima de acidente, outras 4 crianças permanecem com seqüelas físicas e emocionais permanentes.

Durante o primeiro ano de vida as causas de acidentes são por sufocação, seguidas de acidentes de carro. A partir de 1 até 14 anos a maior causa são os afogamentos em baldes, piscinas, tanques, rios…, seguido por atropelamento. Uma criança submersa por 4 à 6 minutos pode ficar com danos cerebrais permanentes.

A criança também desconhece o perigo ao atravessar uma rua, subir num móvel ou ter acesso a produtos tóxicos ou mesmo materiais que provocam queimaduras. Medidas como o uso de capacetes adequados para andar de bicicleta, segurar firme pelo braço as crianças ao atravessar a rua e ensina-los a usar a faixa de pedestre são medidas simples e preventivas.

Por falar em segurança da criança, desde de junho de 2010 é obrigatório o uso do “bebê conforto” em crianças de até 1 ano de vida. Nele a criança deve ficar de costas para o movimento; Já as crianças com idade entre 1 e 4 anos deverão utilizar cadeirinha adequadas; as com idade de 4 à 10 anos deverão utilizar o assento de elevação. É de suma importância observar que até os 10 anos as crianças devem permanecer no banco traseiro do carro.

O dia 06 de junho é lembrado como o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras. As queimaduras por líquidos quentes, fogos de artifícios, corrente elétrica, substâncias inflamáveis, são acidentes devastadores, não só pela dor causada, mas pelas seqüelas. Quando ocorrer uma queimadura use somente água fria (muita água) para aliviar a dor, não coloque outros produtos sobre o queimado, pois dificulta a limpeza do curativo e procure logo atendimento médico-hospitalar.

Devemos valorizar a vida desde cedo. 90% dos acidentes podem ser evitados com educação para o trânsito seguro; Cuidados simples como prevenir quedas; Evitar crianças próximas a piscinas ou outros locais com água, principalmente quando estiverem sem acompanhamento de um adulto que saiba nadar; Usar a cadeirinha e o cinto de segurança adequado para cada idade; Afastar produtos tóxicos e medicamento do alcance das crianças, bom como adotar muitas outras medidas que nos parecem simples quando lembradas, mas com certeza tão eficaz quanto salvadoras.

Prevenir acidentes com crianças e adolescentes, e orientá-las para o futuro, é adotar medidas de promoção de saúde que reduzem a mortalidade infantil e que servem de diretrizes para o desenvolvimento saudável da criança, tornando-as mais cidadãs, responsáveis e felizes.

 

 

Drª Raquel Sônia Munaretto
Pediatra – CRM 17.123

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Marechal Cândido Rondon-PR