Doença de Parkinson

Por: Bruno Rigon*

 

Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum. Trata-se de uma patologia que acomete áreas do sistema nervoso central que controlam o movimento e que estão distribuídas por todo o cérebro e outras estruturas próximas a ele.

A doença se desenvolve gradualmente, por vezes começando com sintomas em apenas um lado do corpo.

Os principais sintomas atribuídos a doença de Parkinson são: tremor, dificuldade para realizar movimento, assim como, lentificação para desempenha-los, sintomas conhecidos como rigidez e bradicinesia.

Enquanto o tremor é o sinal mais conhecido da doença de Parkinson, esta patologia também pode provocar rigidez e/ou bradicinesia na maioria dos pacientes acometidos, inclusive, alguns pacientes portadores da doença não apresentam um tremor tão evidente.

A prevalência, número de pessoas doentes, sofre variações com sexo, idade e região avaliada. Em todo o mundo a prevalência crescente de Doença de Parkinson com a idade varia de 41/100.000 para indivíduos entre 40 a 49 anos e até 1903 casos para cada 100.000 indivíduos com mais do que 80 anos de idade.

Outro ponto muito importante na doença de Parkinson é o fato de, assim como muitas outras doenças neurológicas, não possuir um exame definitivo para seu diagnostico. Esse fato pode ser um grande obstáculo para o medico com menor experiência, dificultando o diagnostico preciso da patologia.

Apesar do grande marco dessa doença ser o tremor, alguns casos podem ocorrer na ausência deste sintoma, tornando ainda mais complexo o diagnostico. E é por essa grande complexidade que se faz tão importante a avaliação de pessoas com suspeita de doença de Parkinson por um neurologista capacitado.

O tratamento, em linhas gerais, é baseado na reposição de Dopamina e seus agonistas, com o intuito de controlar os sintomas motores presentes na doença de Parkinson. Mas, também é de conhecimento do meio cientifico que, a melhor forma de reduzir a progressão dos sintomas motores, aqueles associados ao movimento, é através da Fisioterapia. Outros sintomas não motores como quadro demenciais, transtornos do sono, alterações da Pressão e disfunção erétil possuem abordagem especificas e devem ser tratados de maneira individualizada.

 

Referencias:

http://www.movementdisorders.org/MDS.htm

www.AAN.com

* Dr. Bruno Rigon é Médico Neurologista – CRM-PR: 29596

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