FEBREFOBIA e febre sem sinal o que isso significa?

Como Pediatra e mãe sei bem quanta aflição sentimos diante de um filho com febre, mas afinal de contas será mesmo a febre todo esse Bicho –Papão?

A febre é o aumento da temperatura corporal relacionada ao aumento da produção de substâncias denominadas de pirógenos endógenos. As normas para avaliação de temperatura são bastante variadas e podemos considerar febre quando a temperatura aferida encontra-se igual ou maior a 37,8 graus e a indicação do uso de anti-térmicos a partir de 38,2 graus seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde.

Inúmeros são os fatores que podem ocasionar febre, porém sempre associamos a quadros infecciosos e isto não reflete sempre a realidade dos fatos. Situações como desidratação, temperatura ambiental alta, excesso de atividade física, excesso de roupas, ambientes pouco ventilados podem também ocasionar a febre.

A febre é uma queixa rotineira nos atendimentos pediátricos mas vale sempre ressaltar que ela é um sinal de que algo está acontecendo e não um diagnóstico definitivo.

Muitos pais relacionam febre a infecções graves, risco de crise convulsiva e sequelas neurológicas, mas até onde isso tem algum fundamento? O que os estudos nos mostram?

Atualmente, a existência de protocolos de triagem internacionais seguidos hoje pela grande maioria dos serviços de emergência pediátricos nos possibilita uma maior acurácia para responder todas essas questões.

A incidência de Doenças Bacterianas Invasivas, ou seja, aquelas que podem comprometer deveras a saúde da criança inclusive com risco de morte vem diminuindo, sobretudo com o uso de vacinas utilizadas hoje ‘pelo’ Calendário Vacinal do Ministério da Saúde.

Fatores como idade e grau de temperatura ajudam muito na conduta a ser instituída e principalmente a avaliação do estado geral da criança.

Crianças muito pequenas, abaixo de 30 dias de vida e as que apresentem até 3 meses de idade são as que merecem atenção especial e cuidados mais adequados incluindo aqui uma avaliação pediátrica em serviços de emergência. A presença de sinais de alerta como febre que persiste por mais de 2 – 3 dias, manchas na pele, irritabilidade, dificuldade para respirar, pele pálida ou manchada e estado geral comprometido principalmente após a melhora da temperatura são situações que merecem a avaliação da criança em um Pronto – atendimento.

E frente a uma criança febril como devemos proceder?

As orientações são sobre o uso adequado de anti-térmicos, o banho com água morna quando febre muito elevada, o uso de roupas adequadas (a criança não deve ficar totalmente descoberta e tão pouco muito agasalhada) a mensuração adequada da temperatura, a observação cuidadosa do aparecimento de novos sintomas e a hidratação da criança, oferecendo líquidos conforme sua aceitação.

Febrefobia deve ser substituída por “ Febre Atenção”. Na maioria dos casos o que vale é observação rigorosa do comportamento desses picos febris e colo de pai e mãe.

Até a próxima.

 

Dra. Thais Santos Bordignon é médica pediatra – CRM 23766
Atende no Consultório do Sempre Vida, anexo a Policlínica Santa Helena.
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Em Marechal Cândido Rondon, Dra. Thaís atende como Plantonista Pediatrica do Hospital Rondon e em consultório médico do Plano de Saúde Sempre Vida.
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