Assistência pré-natal

Por Malka Sokol*

 

A obstetrícia é tida e vista, pelos leigos em geral, por outros médicos e até por alguns especialistas, como sinônimo de “fazer parto”, o que a caracteriza como especialidade cirúrgica. No entanto, o processo gravídico inicia-se muito antes. Com a fecundação e, algumas vezes, mesmo antes dela. Basta considerarem-se os fatores genéticos maternos e paternos e as doenças maternas pré-existentes.

Desta forma e adequadamente, a obstetrícia deve ser considerada como especialidade médica eminentemente clínica, com término cirúrgico. O conhecimento médico das adaptações do organismo materno é passo indispensável assim como a fisiopatologia das doenças intercorrentes e das doenças obstétricas.

O conhecimento da psicologia e dos componentes emocionais da gravidez deve fazer parte obrigatória do campo de atuação do obstetra. O abrir-se às queixas, o ouvir atento e o amparo afetivo são, muitas vezes, mais importantes que muitas explicações técnicas.

A freqüência de toda gestante ao pré-natal é fator primordial para a prevenção e tratamento precoce de diversas afecções que poderão afetar a integridade do novo ser que irá nascer, além de propiciar, no momento do parto, informações necessárias para o atendimento adequado.

Em muitas regiões do Brasil, 95% das grávidas freqüentam o serviço de pré-natal, no entanto, a morbidade e mortalidade materna e infantil permanecem altas. Cabe aos obstetras e a toda a equipe de saúde empenho permanente para aprimorar esta atividade, que é fundamental para a futura mãe e seu filho.

O pré-natal deve ter início em fase precoce da gravidez, quando é mais fácil a avaliação dos órgãos pélvicos e abdominais, as medidas profiláticas podem ter alcance maior e o tratamento de afecções diagnosticadas poderá ser mais eficaz, antes de possível comprometimento ovular.

De modo geral, as consultas devem ser feitas com intervalos de 4 semanas até a 30ª semana; a partir daí, quinzenais até 37ªsemana e semanais até o parto. Evidentemente, tais prazos podem ser modificados sempre que as condições assim o exigirem. O número de consultas, preconizado pela Organização Mundial da Saúde, não deve ser inferior a seis. Qualquer número abaixo desta cifra já é considerado como atendimento deficiente.

Os dados clínicos de exame e os resultados laboratoriais devem ser cuidadosamente anotados em ficha apropriada e repassados a gestante.

O objetivo fundamental do pré-natal é proteger a saúde do binômio mãe-feto durante a gestação e o parto.

 

* Dra Malka Gonzales Sokol é médica, especialista em Ginecologia e Obstetrícia – (CRM-PR 9.253)

Ela atende na Uniclínicas

Fone: 3254-3208
Rua Cabral, 920 – Sala 03 – Centro

Marechal Cândido Rondon-PR