Obesidade infantil

1) O que é obesidade infantil?
A obesidade infantil ocorre quando uma criança está acima do peso normal para sua idade e altura. O excesso de gordura corporal afeta de uma forma ruim a saúde ou o bem-estar da criança e do adolescente.

2) Causas de obesidade infantil?
– fatores genéticos (se 1 dos pais é obeso a chance é de 40% da criança ser obesa, se ambos os pais são obesos a chance aumenta para 80%)
– desmame precoce;
– má alimentação;
– sedentarismo = maior tempo na TV/ computador/ vídeo game;
A obesidade em crianças também pode ser decorrente de alguma condição médica, como doenças hormonais ou uso de medicamentos a base de corticoides.

3) Todos os pais terão filhos obesos?
Não, mesmo sendo um fator genético. Pais que não são obesos podem ter filhos obesos. Isso porque a obesidade infantil também depende dos hábitos alimentares da criança e da família, bem como a realização de atividades físicas.

4) O que os quilos extras podem causar complicações até a sua vida adulta?
• Colesterol alto;
• Hipertensão;
• Doença cardíaca precoce;
• Diabetes tipo 2;
• Problemas ósseos;
• Distúrbios do sono;
• Esteatose hepática não alcoólica;
• Puberdade precoce;
• Depressão;
• Asma e outras doenças respiratórias;
• Condições de pele como brotoeja, infecções por fungos e acne;
• Baixa autoestima;
• Problemas de comportamento.

5) Alguns fatores podem aumentar o risco de obesidade em crianças e adolescentes: dieta desequilibrada, sedentarismo, histórico familiar de obesidade, fatores psicológicos.

6) Como é o diagnostico de obesidade infantil
Se os pais apresentarem alguma dúvida com o peso do seu filho ou filha, marque uma consulta médica. O pediatra irá considerar a história individual da criança, assim como seu crescimento e desenvolvimento.
Para saber se uma criança está acima do peso ou com obesidade, é necessário fazer a conta do IMC (índice de massa corporal).
As faixas de IMC para as crianças mudam de acordo com a idade e o sexo, por isso o pediatra utiliza tabelas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para fazer esse cálculo.

7) Tratamento de obesidade infantil
O tratamento da obesidade é complexo e multidisciplinar.
Contando com a ajuda
• Endocrinologista
• Nutricionista
• Psicóloga
– Aleitamento materno por no MÍNIMO 3 meses
– refeições em família, em um mesmo local e horário
– não pular as refeições (especialmente o café da manhã)
– não assistir TV durante as refeições
– usar pequenos pratos e servir a comida longe da mesa
– evitar bebidas açucaradas
– Retirar a TV do quarto das crianças,
– restringir o tempo de TV, computador e vídeo game (2h/dia ou 20h/semanais)

Escola:
– Evitar venda de doces e biscoitos
– instalar fontes de água
– educação física regular 30 a 45 min em 2 a 3x/semana

Comunidade:
– usar escada e não elevadores
– caminhar até a escola.

 

Drª Caroline Martins Bettoni – CRM 31.199

Quero Emagrecer Kids: O que a Psicologia tem a ver com isso?

A primeira vista pode parecer estranha a participação da Psicologia num programa de emagrecimento. Emagrecer não está relacionado somente à dieta, quantidade de calorias ingeridas, consumo de açúcar e gordura? Para emagrecer não é preciso só comer menos e fazer exercícios físicos? Assim, não seriam necessários somente uma Nutricionista e um Educador Físico no programa?

Antes de “simplificar” a questão do emagrecimento desta forma, é preciso considerar que existem fatores emocionais e comportamentais envolvidos nos processos tanto de ganho como de perda de peso. Afinal, não ouvimos sempre que somos seres compostos por corpo e mente e que um afeta o outro?

Então, o que a Psicóloga pode fazer no programa? O objetivo da Psicologia no Programa “Quero Emagrecer Kids” é ampliar a percepção das crianças e adolescentes em relação a seu corpo, à sua autoestima, as suas relações interpessoais e aos já mencionados fatores emocionais e comportamentais presentes no processo de tratamento.

Como a Psicologia faz isso? Através da realização de grupos (estão previstos 12 encontros com a Psicóloga durante o programa) em que, utilizando-se variadas técnicas e instrumentos, serão explorados os seguintes temas: autoconhecimento, autoimagem e coresponsabilização da criança e do adolescente pela sua saúde pelo seu tratamento.

Se conhecendo melhor (autoconhecimento) a criança e o adolescente poderão perceber o que as incomoda, o que as deixa tristes, chateadas e também o que as deixa felizes, o que as satisfaz e a relação de tudo isso com uma menor ou maior ingestão de alimentos.

Ao se trabalhar a autoimagem, as crianças e adolescentes irão novamente olhar para dentro de si mesmas e “descobrir” como elas se veem, como isso afeta sua autoestima e as relações delas com o mundo.

Coresponsabilizar das crianças e adolescentes por sua saúde e pelo seu tratamento não é culpabilizá-las por sua situação. A culpa paralisa, afeta negativamente autoestima. A responsabilização por sua vez, lhes dá uma dimensão mais real do que está acontecendo e as coloca numa posição de abertura para a ação, para mudanças.

Os grupos são uma grande oportunidade de acolhimento, de contato, de apoio, de formação de vínculos, de troca de afetos, de reflexão e de comunicação entre seus membros. Me diga se isso não é “coisa de Psicólogo”?

 

Sandra Stenzel é psicóloga (CRP – 08/22024)

Ela atende pelo Sempre Vida no antigo Filadélfia.

Rua Matogrosso, 640 – Centro.

Fone: 3284-7100