Amamentar faz bem para mãe, para o bebe e para o planeta

Por Dra. Thais Santos Bordignon*

Em agosto comemoramos a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Apesar do tema ter ganho um período daquele mês para lembrarmos e discutirmos o assunto, ainda temos muito que melhorar neste quesito. Digo isso porque a média de tempo de amamentação no Brasil é de cerca de 54 dias, ou seja, pouco menos de 2 meses.

Cada vez mais sabemos dos benefícios associados a amamentação, tanto para a o bebê quanto para a mãe. O tempo passa e até o momento não foi descoberto nenhum tipo de leite mais adequado do que o leite produzido pela sua própria mãe… a fórmula infantil evoluiu bastante nos últimos 30 anos, mas não consegue substituir o que a natureza criou.

A consciência de que amamentar não é um ato instintivo e sim uma habilidade que deve ser aprendida, estudada e orientada, e que muitas vezes existe a necessidade de suporte adequado de profissionais da saúde e também apoio da família é um passo decisivo para chegarmos a um cenário apropriado.

Acontece que muitas mães se condenam ou, ainda, desistem diante das primeiras dificuldades desse processo cheio de mitos e incertezas.

Por isso, a informação é a principal medida que podemos oferecer para que a futura mãe tenha uma prática de amamentação adequada, e isso começa com a primeira consulta com o pediatra, que deve ser feita ainda com o bebê na barriga da mãe, por volta de 32ª semana.

Cursos de gestantes também são bons locais de aprendizado e de se esclarecer dúvidas que muitas vezes parecem simples, mas que muitas vezes não são.

Atualmente, com dados novos sobre cuidados infantis, a importância do leite materno ganha cada vez mais destaque na prevenção de doenças crônicas para os futuros adultos, como é o caso do diabetes, da obesidade, de alguns tipos de câncer, da doença de Alzheimer, e na prevenção de quadros de infecção como otites, infecções respiratórias e diarreia. Alguns estudos relacionam até mesmo a influência da amamentação com a inteligência das crianças.

Para a mãe, o ato de amamentar vale como prevenção ao câncer de mama e ovários, a recuperação rápida do peso anterior a gestação, o retorno rápido do útero para o tamanho normal e a diminuição do risco de sangramentos.

Enfim, além da integridade das nossas crianças, vale muito a pena nos dedicarmos no ato de amamentar para receber em troca todos esses benefícios. Se você, mãe, apresenta alguma dúvida ou dificuldade neste processo, procure seu pediatra de confiança! Os resultados da amamentação são excelentes e a repercussão a longo prazo precisa ser estimulada!

Até a próxima.

 

Dra. Thais Santos Bordignon é médica pediatra – CRM 23766

Em Santa Helena ela atende no Consultório do Sempre Vida, anexo a Policlínica.
Agende sua consulta pelo fone: (45) 3268-3777

Em Marechal Cândido Rondon ela no Centro de Especialidades Sempre Vida
Rua Rio de Janeiro, 10 – Ao lado do Hospital Rondon
Fone: (45) 2031-0074

Pediatra orienta sobre quando procurar o pronto atendimento hospitalar

Drª Caroline Martins Bettoni é nova médica profissional em Pediatria que atende pelo Sempre Vida

 

Ambiente hospitalar não é local para crianças. Elas são mais sensíveis e o contato com enfermos e pacientes pode causar doenças nos pequeninos. Esta é a orientação preliminar da Drª Caroline Martins Bettoni, nova profissional que está atendendo pelo Sempre Vida Pediatria.

Segundo ela, a criança deve ser levada ao pronto atendimento do hospital somente numa real situação de emergência ou urgência. Uma febre repentina, diarreia ou outro desconforto podem ser tratados em casa e com a orientação do pediatra que já conhece a criança.

A médica explica que um telefonema ao pediatra que já conhece o histórico da criança pode solucionar o problema e evitar a exposição de levá-la de forma precipitada ao pronto atendimento. Até mesmo quando não é possível o contato com o pediatra da criança, ainda assim não é indicado procurar o pronto atendimento caso não seja realmente uma emergência. “Tente outros pediatras. O Sempre Vida possui sete profissionais credenciados que podem ajudar a resolver o problema do seu filho”, observa.

Para facilitar as vidas dos pais, os próprios pediatras do Hospital Rondon elaboraram um livreto com dicas e orientações de como proceder nos momentos de doença das crianças. A cartilha tem o título PROCURAR O CONSULTÓRIO OU PROCURAR O PLANTÃO?

Ela é distribuída gratuitamente e pode ser retirada nos consultórios dos pediatras e na recepção do Hospital Rondon. O material ajuda a tirar dúvidas de muitos pais sobre situações do dia a dia que ocorrem com as crianças.

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Levar ao consultório

A Drª Caroline lembra que o pronto atendimento não é consultório médico. Ele é um local para atendimento imediato e de emergência.

Quando uma criança está com algum problema, o local ideal é procurar o consultório médico. Neste, o pediatra tem condições de avaliar, examinar a criança, além de ter mais tempo para conversar com os pais, para entender a origem do problema e traçar um diagnóstico correto.

“Uma visita ao consultório médico pode, muitas vezes, evitar medicação desnecessária, pois com a consulta e exames o médico já terá condições de traçar um diagnóstico preciso. Ao contrário, o pronto atendimento vai oferecer apenas um tratamento paliativo”, reforça.

Por fim, a médica orienta que os pais façam uma avaliação criteriosa do estado de saúde do seu filho e reservem o atendimento do plantão apenas para emergências. “Se o caso do seu filho pode esperar algum tempo, procure primeiro o atendimento nos consultórios médicos”, finaliza.

 

Drª Caroline Martins Bettoni – CRM 31.199