Alimentos juninos trazem benefícios à saúde

Os meses de junho e julho estão entre os meses mais frios e, com as baixas temperaturas, aumenta a vontade de comer guloseimas. Entre as preferidas da estação estão à pipoca e o pinhão, que podem ser alternativas saudáveis dentre as comidas típicas de inverno.
Apesar de as festas Juninas serem associadas a quitutes calóricos e gordurosos, muitos dos ingredientes tipicamente servidos nos festejos são, na verdade, benéficos à saúde. Quando ingeridos moderadamente e com o preparo adequado, eles podem ser aliados do corpo.
O principal problema está no modo como as comidas são preparadas e na quantidade ingerida.
A melhor forma de aproveitar estes benefícios sem extrapolar nas calorias e gorduras é experimentar de tudo, porém em pouca quantidade. “Você não precisa comer todos os quitutes em um só dia de Festa Junina. O resultado do exagero será o ganho de peso, aumento da glicemia, possível aumento da pressão arterial e todos os outros malefícios relacionados à alimentação não saudável”, alerta.
Veja quais são os alimentos mais saudáveis oferecidos nas Festas Juninas e aposte neles, tomando cuidado para não exagerar:

Amendoim
É uma ótima fonte de vitamina C, potássio, magnésio, ferro e fibras, que contribuem para o bom funcionamento do intestino.

Milho
Apresenta todos os benefícios presentes no amendoim e ainda é fonte de vitamina A, folato e tiamina, que são importantes para o desenvolvimento celular e bom funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração.
As fibras contidas na pipoca tendem a melhorar o funcionamento intestinal tanto na regularidade quanto na consistência, e na formação do bolo fecal, beneficiando também a saciedade. “Lembrando sempre da importância do consumo associado de quantidade adequada de líquidos”.
A outra vantagem do milho em relação aos outros cereais é que, durante a industrialização, ele não perde a casca, onde está grande parte das fibras e dos nutrientes. “Esse cereal também contém zeaxantina e luteína, duas substâncias antioxidantes que contribuem com a saúde dos olhos, prevenindo catarata e degeneração macular, e também diminuem o risco de desenvolvimento de certos tumores”.

Pinhão
É rico em amido, contêm vitaminas do complexo B e vitamina C, cálcio, fósforo, fibras e proteínas.
Embora o pinhão contenha, a cada 100 gramas, cerca de 195 quilocalorias, ou seja, cada unidade possui 20 quilocalorias, se apreciado com moderação pode ser um grande aliado para a saúde das pessoas. “Por isso, o ideal é não consumir mais que sete pinhões ao dia”, destaca a nutricionista. O alimento possui alguns nutrientes, como as gorduras mono e poli-insaturadas, que auxiliam na ação anti-inflamatória, elas protegem os neurônios, as artérias e o coração.

Vinho
Protege o coração das doenças cardiovasculares, graças à presença de flavonoides e resveratrol. É também um alimento antioxidante, que combate os radicais livres e aumenta as taxas do bom colesterol no sangue.

* Keli Lang Schäfer é nutricionista e pós-graduada em Nutrição Humana com área de concentração em nutrição clínica – CRN 8 3198

Atende no antigo Filadélfia
Rua Mato Grosso, 640 – Centro
Marechal Cândido Rondon-PR
Fone: (45) 3284-7100

Que tal um pinhão nesse friozinho?

Por Keli Lang Schäfer e Mônica R. Pohlenz Stolarski

Com a chegada do inverno, nada mais saboroso e apetitoso do que um pinhãozinho feito na chapa, ou na água fervente.

O pinhão é semente da araucária, árvore símbolo do Paraná, que infelizmente está classificada como árvore em risco de extinção.

Muito consumido na época de festas juninas, o pinhão é uma semente de sabor acentuado, macia, e muito apreciada. É altamente calórica, por isso deve ser consumida com moderação. Além de ser saborosíssimo, o pinhão possui diversas propriedades nutricionais, ele é rico em ferro, manganês, zinco, fósforo, magnésio e cálcio, e também contém quantidades significativas das vitaminas do complexo B e vitamina C, além de fibras e proteínas.

Estudos indicam que o consumo regular de pinhão ajuda a prevenir doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, ajuda a controlar o diabetes e o colesterol. Também é útil para quem tem problemas de osteoporose e descalcificação. É um ótimo alimento para a nutrição cerebral, graças à quantidade de zinco e vitaminas do complexo B que ajudam a nutrir as células do sistema nervoso central.

Outro benefício do pinhão é a liberação do ácido linoleico. Esse ácido age como supressor da fome e libera um hormônio chamado colecistoquinina, que ajuda a diminuir a vontade de comer. Por essas características, para quem deseja emagrecer, o consumo é recomendado como lanche, entre refeições, e principalmente no fim da tarde, para ajudar a controlar a fome que é mais comum no período da noite.

Apesar de todos esses benefícios, vale lembrar novamente que o pinhão é bem calórico, cada semente tem aproximadamente 20kcal, por isso consuma com moderação.

Segundo a pesquisadora Cristiane Helm, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa (PR), o alimento também é indicado para pessoas com doença celíaca, pois a farinha do pinhão não contém glúten. Esta pode ser feita triturando a semente em um liquidificador ou processador.

 

Keli Lang Schäfer

Nutricionista

Pós-graduada em Nutrição Humana com área de concentração em Nutrição Clínica

CRN 8 3198

 

Monica R. Pohlenz Stolarski

Nutricionista

Pós-graduada em Nutrição Clínica com área de concentração em Alimentação Institucional e Coach de Saúde e Emagrecimento

CRN 8 6467

 

Elas atendem no Centro Administrativo – Antigo Hospital Filadélfia
Rua Mato Grosso, 640 – Centro
Marechal Cândido Rondon – PR
Fone: (45) 3284-7100